Capital Comunicacional: um modelo de sete capitais para a distância entre valor e remuneração
Heverson Barbosa · 25 de setembro de 2026 · Working paper, versão 1.0
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Resumo
Profissionais de competência comparável podem obter retornos muito diferentes em reconhecimento, oportunidades e renda. Este ensaio teórico apresenta o modelo do Capital Comunicacional, desenvolvido pelo autor no livro homônimo, ainda inédito, como explicação parcial dessa diferença. O ponto de partida é a assimetria de informação (AKERLOF, 1970) e a teoria da sinalização (SPENCE, 1973): quem decide raramente consegue verificar o valor de um profissional e, sob incerteza, oferece menos. Define-se Capital Comunicacional como o conjunto de ativos pessoais, organizado em sete capitais, somado à leitura que terceiros fazem deles. Os capitais distribuem-se em três camadas: Ouro (Competência e Repertório), Cunho (Expressão e Presença) e Circulação (Credibilidade, Relações e Visibilidade). O modelo descreve três mecanismos: o Desconto Invisível, diferença entre o valor existente e o valor capturado; o Circuito do Valor, no qual o valor precisa ser percebido, receber confiança, ser escolhido e ser remunerado, com perdas que se compõem entre as etapas; e o Paradoxo do Especialista, derivado da maldição do conhecimento. O texto distingue o construto da gestão de impressões e da habilidade política, separa a evidência disponível das hipóteses do autor, formula seis proposições testáveis e discute limitações. O modelo é integrador e ainda não foi validado empiricamente.
Palavras-chave: Capital Comunicacional; assimetria de informação; sinalização; gestão de impressões; maldição do conhecimento.
Como citar
BARBOSA, Heverson. Capital Comunicacional: um modelo de sete capitais para a distância entre valor e remuneração. Versão 1.0. Zenodo, 2026. DOI: 10.5281/zenodo.22963395.
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